37ª SEMANA DE 2018 = ANO DE COMPARTILHAR
O POBRE RICO
Uauuuu!!!
Acabei de estudar esta passagem do “Jovem Rico” narrada na minha sequência dos
Evangelhos de Mateus (19), Marcos (10) e Lucas (18) e não sei como farei caber
aqui todas as muitas revelações e lições extraídas que se aplicam perfeitamente
a conceitos que, coincidentemente, tenho visto e revisto ainda mais nestes dias
nesta minha intensa busca de, semelhante ao personagem de hoje, querer “ser
perfeita”!
Relembrando
os fatos:
1.) A PERGUNTA
A
cena começa com um jovem rico, ou um “homem importante” na visão de Lucas, que
“vem correndo em direção a Jesus e de joelhos diante dele faz esta pergunta: ‘Bom Mestre, que farei para herdar a vida
eterna?’” Eis a questão!!
Em
Mateus a tradução está um pouco diferente, o “bom” não está ligado ao Mestre,
mas ao “fazer”, isto é, “que farei de bom”?
Jesus
antes de responder propriamente a questão, dá uma explicação necessária sobre
este “bom” mal colocado tanto aqui como lá (*próximo ponto voltaremos aqui).
Mas
quem faz uma pergunta dessa, presume-se que está preocupado com a “vida
eterna”! Contudo, mediante a reação final deste homem, que por ser jovem
deveria ter ainda uma longa expectativa de vida, fica comprovado que as “coisas
do tempo presente” eram mais importantes para ele do que as da era vindoura!
Engraçado
que, se este homem era considerado “importante” pelo fato de ser “rico”,
paradoxalmente, foi justamente a importância demasiada às riquezas que o tornou
tão pobre e miserável diante do tesouro eterno que ele desprezou!
Diante
da reação à resposta, esta é o tipo de pergunta que melhor seria não ter sido
feita! Porque é o tipo de pergunta que já se espera uma resposta favorável e
compatível com aquela que já consideramos respondida nas fortalezas do nosso
entendimento e qualquer outra alternativa não correspondente ao gabarito que
padronizamos, não merece nossa “boa” nota!
2.) A
EXPLICAÇÃO
Primeiro
Jesus ressalta que só Deus é bom! Creio que com esta afirmação Jesus já quis
descartar a hipótese dele mesmo querer “herdar a vida eterna” por se achar, ou
querer se tornar, o “bom”. Jesus não estava negando que Ele era bom, mas estava
justamente querendo reforçar a afirmação que Ele era Bom porque Ele era Deus,
pois só há um que é bom, e este é Deus, logo, Jesus sendo Deus, Jesus é bom...
e sendo bom, Ele é Deus! Entendeu, jovem?
Bom,
depois, ainda que o “bom” viesse ligado ao fazer: “que farei de bom”... Jesus
novamente vai ainda além quando, ao invés de se reportar ao que o homem pudesse
“fazer
de bom”, Jesus apresenta a condição de “ser perfeito”! Li estes dias a frase
que diz: “O bom é inimigo do excelente”
ou seja, enquanto o homem se preocupa em “fazer o que é bom”, Jesus dá maior
importância ao “ser perfeito”. Lembrando que esta palavra “perfeito” é aquela
no original “teleios” = completo,
maduro, aquele que atinge o alvo final!
3.) A RESPOSTA
Jesus
inicialmente afirma: “Você sabe os
mandamentos: ‘não matarás, não adulterarás, não furtarás, não darás falso
testemunho, não enganarás ninguém, honra teu pai e tua mãe’". (Marcos
10:19)
Jesus
conhecia o coração daquele jovem, de certo ele sabia os mandamentos, como ele
mesmo concordou “desde a adolescência”
(provavelmente desde o seu Bar Mitzvá aos 13 anos)... mas não bastava “saber”,
e não bastava obedecer só 6 dos 10, a lei exigia a observância de todos os
mandamentos! Jesus não citou a idolatria provavelmente porque sabia que “Mamon”
era um ídolo para o jovem... não citou a guarda do sábado talvez porque na sua
gananciosa cobiça isto lhe traria prejuízos financeiros...
Com
esta prévia, ficou notório que a classificação do jovem poderia estar até no
nível “bom”, mas não “perfeito”!
E
herdar a vida eterna não é para os “bons” é para os perfeitos! Voltando a
explicar agora a colocação do “perfeito”: aqueles que alcançam o alvo final que
é viver a boa, agradável e perfeita vontade de Deus a semelhança de Jesus, que
sendo rico se fez pobre por amor a nós, humilhando-se até a morte para esta
vida de pecado para ser exaltado em glória na vida eterna!
4.) A CONCLUSÃO
Em
Mateus é o jovem que pergunta: “O que me falta ainda?” Mas nos outros é Jesus
que declara: “Falta-lhe ainda uma coisa!”
De
qualquer maneira creio que Jesus quer nos levar a reconhecer o que ainda nos
falta para sermos completos, perfeitos, maduros!
Se
uma coisa, se duas ou dez, quantas forem, é isto que devemos discernir e
procurar “cobrir esta falta” que nos tem deixado apenas no nível “bom” e não
excelente, que tem nos deixado tão pobres e miseráveis quando ainda
consideramos tão importante as nossas “riquezas”! Que “deus” está ocupando o
lugar do único Deus? O que Jesus está me pedindo para dar que eu estou ainda
preferindo reter? Que valores ainda estão me roubando a alegria da salvação e
me fazendo afastar com tristeza da presença do Senhor?
Jesus
reconheceu como é difícil um “rico” entrar no Reino de Deus, até os discípulos,
perplexos e admirados, acharam impossível... foi aí então que Jesus revela a CONCLUSÃO DA RESPOSTA À PERGUNTA COM ESTA EXPLICAÇÃO chave: “Para os homens é impossível, mas não para Deus, porque para Deus todas
as coisas são possíveis.” (Marcos 10:27) Em outras palavras: Herdar a vida
eterna por méritos humanos é impossível, seja qual for o nível da sua “falta”
ou da sua “bondade”, por isso somente o único Deus, Bom e Perfeito, é que pode
possibilitar a nossa salvação, não pelo que fazemos, nem mesmo pelo que somos,
mas pelo que Ele fez por nós para sermos salvos!
Compartilhei
minha 37ª Semana
Marina
M. Kumruian
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É...
então... ainda tinha tanta coisa borbulhando dentro do meu coração sobre esta
passagem para compartilhar!!
Permita-me
relacionar aqui ainda alguns pontos sobre esta questão com minha experiência na
vida prática.
Posso
não me identificar tanto com este “jovem” na idade, no sexo, na raça e muito
menos na classe social ... mas confesso que desde que fiquei sabendo da
“possibilidade” de herdar uma vida eterna, de entrar no Reino dos Céus, de ser
salva...(e isto aconteceu quando era ainda muito jovem) eu sempre me preocupei
também com o que eu poderia “fazer de bom” para conseguir esta bênção que, para
mim, sinceramente, sempre teve demasiada importância considerando a eternidade
com Deus a verdadeira riqueza que traria para minha vida a verdadeira
felicidade sem fim!
Até
que esta questão ficou resolvida quando entendi que JESUS ERA A VERDADEIRA
RESPOSTA e o caminho, o meio pelo qual eu chegaria a vida eterna com Deus de
acordo com João 17:4 que diz “Disse-lhe
Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por
mim.”
Mas
eu continuava inquieta com a minha situação nesta condição, não mais quanto “ao
que FAZER para ser salva”, mas muito
mais ainda quanto “ao como SER agora
que sou salva”. Isto porque agora eu
estava começando a tomar conhecimento da vontade de Deus pra minha vida, não
como os 10 mandamentos que a Antiga Aliança exigia total observância, mas como
princípios da Palavra de Deus que não poderiam ser violados, porque a Palavra
de Deus pra mim é Lei no sentido de ser obedecida como Autoridade Absoluta e
irrevogável!
Contudo,
diante da excelência da boa, agradável e perfeita vontade de Deus e do nível
tão elevado de conduta cristã recomendada nas Escrituras, eu sempre tenho a
desconfortável sensação de estar “faltando alguma coisa” (para não dizer “muita
coisa”) para ficar completa, perfeitamente madura!
E...
honestamente, isto sim me deixa triste e perplexa a ponto de esta ser a questão
em análise nas minhas sessões de coaching (e se você pensou que estou muito
“rica” para gastar com coaching... vale esclarecer que “ganhei” 10 sessões de
uma abençoada abençoadora, aliás ousaria afirmar que na verdade foi Deus quem
me deu este recurso com ferramentas que tem me ajudado a conhecer mais e melhor
quem realmente SOU e o porquê de eu FAZER algumas coisas que não estão
sendo tão boas para eu atingir meu alvo final!) Ou seja, continuo em busca de
desvendar a grande questão de todo ser humano: “Quem realmente sou, qual meu
verdadeiro propósito nesta vida e o que devo efetivamente fazer para realiza-lo
com êxito e satisfação!”
E
justamente na sessão desta semana, fiz um exercício chamado de “Raio X” que
apresentou uma imagem a meu respeito bastante inusitada para minha coach. Eu
deveria pontuar de 1 a 10 a importância que considerava algumas áreas da minha
vida! E a área com nível mais baixo de importância para mim era exatamente a
área financeira com valor “4” o que a deixou bastante surpresa uma vez que,
segundo ela, até hoje, ninguém jamais havia dado um valor tão baixo para uma
área “tão importante” da vida!!
Mas
acabei de ter agora uma prova de que “4” é o devido lugar para o dinheiro numa
escala de 1 a 10 porque quando fui digitar o caractere “4” eu digitei “$”,
porque apertei a tecla “caps look” para digitar as aspas e não tirei para
digitar o 4, foi quando percebi que o cifrão “$” está na mesma tecla do número
4 no meu teclado. Não seria um sinal?? heheheh
Bem,
se isto não bastasse como sinal, o fato é que Jesus também não deu tanto valor
para as riquezas materiais quanto deu aquele jovenzinho, tanto que as
declarações de Jesus quanto à dificuldade de um rico entrar no céu também
deixaram as pessoas ao redor admiradas, perplexas e surpresas! O próprio jovem
rico ficou abatido e saiu entristecido! Isto prova como as pessoas se
surpreendem quando são desafiadas a se desapegarem do material e se apegarem ao
espiritual, a doarem o que é terreno e reter o que é celestial!
No
entanto, ainda que o desapego ao dinheiro não seja mais o que “ainda me falta”,
houve uma outra área do meu Raio X que não recebeu uma boa nota! E é nesta
“falta” que eu reconhecidamente não tenho dado o valor que ela merece que eu
careço da ação divina, o que é impossível para mim, eu tenho certeza que é
possível para Deus! O que é difícil para mim sozinha... eu sei que pode se tornar
mais fácil com a ajuda do meu “Coach Espírito Santo” quando então conseguirei
não só dar do que tenho mas me doar do que sou para os mais pobres e
necessitados!
E
assim, ao invés de empobrecida me afastar do meu Bem Maior, prosseguirei ricamente
seguindo a Jesus... Até que eu chegue ao
nível onde nada mais me importe tanto quanto alcançar meu tesouro guardado lá
nos céus, na era vindoura, porque no tempo presente eu continuo feliz, alegre e
contente tendo o que comer e com que vestir, porque estou aprendendo a “buscar
em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça” certa de que as “demais
coisas me serão acrescentadas”!
Espero
também te encontrar lá nas mansões celestiais da eternidade ao final desta
nossa curta jornada por esta terra!
Marina
M. Kumruian

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